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Mara Rocha Senadora? O Retorno de Uma Votação Expressiva ao Cenário Político do Acre

📍 Por Allan Kenned – Consultor de Comunicação e Marketing Político


Em um cenário onde a maioria desaparece após a derrota, poucos nomes políticos mantêm força suficiente para ressurgir com credibilidade e musculatura eleitoral. Mara Rocha, ex-deputada federal pelo Acre, é um desses nomes. E seu retorno como pré-candidata ao Senado em 2026, após um período de silêncio estratégico, merece atenção.

A Força das Urnas: A Mais Votada em 2018 — E Quase Repetiu em 2022

Mara Rocha fez história nas eleições de 2018, sendo a deputada federal mais votada do Acre, com 40.047 votos. Em um estado onde o desgaste da política tradicional era evidente, ela representou a renovação com um discurso claro, conservador e conectado à direita nacional emergente.

*Imagem da convenção partidária em 2022

Já em 2022, mesmo disputando o governo do estado e enfrentando uma máquina estadual consolidada, ela conquistou novamente cerca de 47 mil votos, ficando em terceiro lugar, com aproximadamente 11,06% dos votos válidos. Mara Rocha alcançou mais de 25 mil votos na capital Rio Branco e teve também destaque no interior do estado com um maior percentual de votos nas urnas nos municípios de Acrelândia 31,98%,  Plácido de Castro 37,5% e Epitaciolândia com 50,71% de votos apurados. Um resultado expressivo, considerando o peso da disputa e a polarização política.

Mara demonstrou que tem base consolidada, voto fiel e presença nas urnas — um tripé valioso em qualquer projeto eleitoral.

O Mandato na Câmara: Protagonismo e Posicionamento Claro

Durante seu mandato como deputada federal (2019–2023), Mara Rocha atuou com firmeza em pautas alinhadas à direita, integrando a bancada ruralista e defendendo mudanças em áreas ambientais e fundiárias, como o polêmico PL 6024/2019, que tratava da redefinição de limites da Resex Chico Mendes e da Serra do Divisor.

Ela também se posicionou publicamente a favor da redução dos altos salários no serviço público em tempos de crise e combateu o que chamou de “modelo de florestania ultrapassado”, defendendo o desenvolvimento produtivo com liberdade para o setor primário.

Além disso, participou de comissões estratégicas no Congresso Nacional e construiu pontes com setores evangélicos, empresariais e produtivos — marcas importantes do seu mandato na Câmara Federal representando o Acre.

O Silêncio Pós-Derrota: Um Erro Estratégico

Após o resultado de 2022, Mara Rocha se afastou do debate público e das redes sociais por um longo período. Esse hiato de posicionamento público enfraquece a percepção de continuidade política e desconecta a base eleitoral.
Na política moderna, quem some é substituído. Comunicação é permanência. Marcar presença é essencial — sobretudo para quem carrega votações expressivas e representatividade regional. Em uma breve análise sobre a memória eleitoral de Mara Rocha, podemos identificar um eleitorado que engaja com seus projetos na hora do voto, mas com a atual forma de fazer política ela vai precisar de muito mais comunicação estruturada se quiser ganhar o coração do eleitor fora de sua base e estar competitiva para a vaga ao senado frente aos adversários.

O Retorno e o Novo Projeto: Senado 2026

*Na foto: Dep Fed Roberto Duarte, Mara Rocha e o Senador Alan Rick.

Agora, Mara Rocha volta ao jogo. Já filiada ao Republicanos, articula sua pré-candidatura ao Senado para as eleições de 2026 na chapa do Senador Alan Rick também pré-candidato ao Governo do Acre. Sua fala se mantém firme à direita ideológica, e a proposta é clara: reconectar com o eleitor conservador do Acre e ocupar um espaço relevante no Congresso Nacional.

Apostando em uma narrativa de coerência, combate à velha política e defesa do agro, da fé e da família, ela busca se diferenciar dos nomes que já estão no poder ou que tentam se reposicionar em novas trincheiras eleitorais.


Considerações Finais

Mara Rocha tem voto, tem histórico de atuação, e volta com um discurso alinhado com o que uma fatia expressiva do eleitorado acreano defende, afinal dados de pesquisas revelam que mais de 70% dos acreanos se declaram consevadores ou de direita.

Mas agora, mais do que coragem e currículo, ela precisa de estratégia. A eleição de 2026 será digital, narrativa e emocional. E para vencer, mesmo Mara sendo uma ótima comunicadora, experiente jornalista e apresentadora, é necessário reposicionar sua imagem, retomar presença constante nas redes e construir uma comunicação ESTRATÉGICA E INTELIGENTE, que vá além da bolha fiel que já a acompanha.
E falando em estratégia, não podemos ignorar os demais fortes nomes na disputa pelas duas vagas ao Senado. Estão no jogo dois senadores com mandato – Sérgio Petecão e Márcio Bittar – que não pretendem abrir mão da cadeira. Soma-se a eles o atual governador do Acre, Gladson Cameli, o ex-governador e também ex-senador Jorge Viana, além dos deputados federais Eduardo Veloso e Jéssica Sales. Todos já foram testados nas urnas, possuem votações expressivas e estão em campo.
A disputa não será fácil.

Como sempre digo: quem comunica com inteligência e uma estratégia de comunicação profissional, vence.

🧠 Allan Kenned
Estrategista e Consultor de Marketing Político
📲 Estratégia na mão. Resultado nas urnas.

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